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sábado, 12 de novembro de 2011

Entrevista com criadores do site Nuuvem

Já comentamos do www.nuuvem.com.br aqui, um site que trouxe novo gás nas vendas de jogos digitais no Brasil.

Agora enviamos 10 perguntas que foram respondidas. Veja o que disseram:

1. Como surgiu a ideia de abrir uma loja para a venda de jogos em formato digital para PC?
O projeto deu início ainda em 2009 quando estava na Direct2Drive e senti a necessidade de criar uma plataforma mais local invés de global. Daí começamos a moldar a Nuuvem.

2. Quais são os impecílios no Brasil que atrapalham iniciativas como a de vocês?
Impostos e taxas, ainda existe uma certa resistência das produtoras lá de fora sobre o mercado e, claro, a elevada taxa de pirataria que vamos ajudar a mudar.

3. Qual a inspiração para o nome "nuuvem"?
Vem de conteúdos ou serviços na cloud ou "nuvem" só que adicionamos um "u" para criar um aspecto único. Além de ser um nome fácil de memorizar e ter relação direta com o que fazemos.

4. Era esperado o apoio da comunidade no nível como foi, seja enviando mensagens via twitter, seja postando em foruns ou blogs?
Esperávamos algum apoio mas a repercussão foi enorme o que é muito legal. Ficou acima das expectativas e esperamos recompensar todo o apoio.

5. Naturalmente o humano é relutante quanto às mudanças e nós temos a VALVe que implementou o Steam quase que como uma religião, tanto que parte das críticas ao Origin (serviço da EA) é que ele justamente não é o Steam. Da mesma forma o Nuuvem sofreu desse preconceito. Qual o trabalho desenvolvido para atrair esse público que tem medo dessa mudança?
Sim, isso é normal. O que precisamos fazer é mostrar o quanto fácil é utilizar e gerenciar a Nuuvem chegando um nível mais simples do que as plataformas atuais. Isso está sendo implementando com games a preços competitivos internacionais e com a criações de novas ferramentas e games que iremos lançar este mês.

Um dos fatores únicos que a Nuuvem irá ter é o nosso foco em trazer games com conteúdo ou localizados exclusivamente em português onde não será encontrado em nenhum outro lugar. Isso é algo que vamos trabalhar bem forte a partir do ano que vem.

Além disso, estaremos apoiando fortemente os desenvolvedores de games brasileiros e vocês vão se surpreender com alguns projetos que iremos divulgar.

6. Quais as novidades que teremos para as próximas semanas? Quais as novas softhouses e principais jogos teremos?
Nas próximas semanas teremos o lançamento do nosso aplicativo social onde podem ver mais informações aqui: http://blog.nuuvem.com.br/2011/09/16/aplicativo-social-nuuvem-in-game/

As novas produtoras que também vão chegar este mês incluem: EA, Activision, Bethesda, Square Enix, THQ e muitas outras.

7. Qual a softhouse que está vendendo mais jogos via Nuuvem até o momento?
A Sega.

8. Quais os cinco jogos mais vendidos até o momento no Nuuvem?
Football Manager 2012, Dead Island, Assassin's Creed Brotherhood, Total War: Shogun 2 e Magicka

9. Acham que a pirataria interfere nas vendas de jogos do Nuuvem ou consideram que o consumidor de produtos piratas não seria de qualquer forma um cliente em potencial?
Muitos ainda não estão informados sobre a Nuuvem ou simplesmente ainda não tiverem o interesse para descobrir pois já estão acostumados por enquanto com esta forma de obter os jogos. Acredito que é uma questão de tempo para conhecerem, se conscientizar e ver as vantagens de ter o game no formato oficial.

10. Existe a intenção de expandir o serviço do Nuuvem para outros equipamentos que não o PC?
Estamos analisando a expansão para Linux e Mac já para o ano que vem ;)


Parabéns à equipe do www.nuuvem.combr pela iniciativa e agradecemos a participação.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Distribuição Digital: prepare-se para o futuro

Gosta das embalagens dos seus jogos? Cuidado.

Existem duas lendas que circulam os mundos dos jogos eletrônicos:

Uma diz que a pirataria é o maior mal para as softhouses e seus lucros são prejudicados, principalmente na plataforma PC.

Outra diz que os jogos usados prejudicam muito mais as softhouses do que os jogos piratas, pois para cada jogo usado trocado ou vendido, a softhouse tem que continuar dando suporte mas não ganha um tostão com a transação.

Bem, discutindo a primeira afirmação, normalmente o consumidor de jogos piratas tem o problema sério de acesso aos jogos. Digo isso pois até por volta de 2009 eu era um desses consumidores, tendo um volume de download enorme de jogos piratas e pouquíssimas aquisições de originais. Hoje já é o contrário, onde não tenho a necessidade de nenhum download pirata, salvo quando não tenho acesso a uma DEMO do jogo e quero conhecer antes de jogar. Desculpe as produtoras, mas o que me resta é recorrer às distribuições Skidrow ou Reloaded dos jogos. Jogo pelo menos a primeira fase ou uns 30 minutos para tirar conclusão do jogo e ver se me interessa ou não.

Hoje tenho uma quantidade enorme de jogos originais que não serei capaz de jogar! Estou já próximo a 200 jogos para PC.

Outro fator é que o consumidor compulsivo de produto pirata não é um consumidor em potencial. Um dia poderá se tornar e todos aqueles jogos que um dia já até terminou, talvez vá querer ter original para poder relembrar bons momentos.

Já a segunda afirmação bate na parte que pessoas que não colecionam jogos não tem motivo para ficar guardando os que já terminaram. Então vendem o usado e partem para aquele lançamento que tanto inrteressa. Polêmicas à parte, eu considero válido esse ciclo de reciclagem dos jogos. Mas as empresas não.

Três soluções foram estão em funcionamento hoje em dia (e às vezes usadas de forma combinadas):

1. Ativação de Key do jogo exclusivamente para uma conta cadastrada e intransferível;
2. Distribuição digital que atrela o jogo somente à conta que o ativa;
3. Passe digital que permite que somente uma conta jogue o modo multiplayer.

Hoje ainda podemos dizer que a distribuição exclusivamente digital não é possível em larga escala, pois vários países possuem acesso limitado à internet (oi, Brasil), mas é evidente que no futuro próximo isso será o padrão e provavelmente não veremos mais jogos expostos na prateleira.

Peter Moore já desclarou a intenção da EA de vender os seus somente em formato digital em até cinco anos, outras empresas já possuem lançamentos que estão sendo distribuídos somente nesse formato e agora a Rockstar anunciou que provavelmente GTA V não terá mídia física.

Isso representa uma mudança de mentalidade não só das softhouses, mas também dos consumidores, pois as empresas não tomariam essa atitude se não fosse lucrativo. A previsão é que já em 2011 as vendas digitais ultrapassassem as vendas em mídia física, com certeza em 2012 já serão maioria.

A comemoração com isso é compreensível: as softhouses estão maximizando os seus lucros, pois não estão arcando com embalagens, manuais, gravação de mídias, transporte e outros custos que envolvem uma distribuição nesse formato.

Por esse motivo vários jogos nunca chegaram a dar à luz no Brasil, mas com a distribuição digital o jogo é lançado no exterior e, imediatamente, está disponível aqui.

Agradará a uns, mas desagrada a outros. Dentre os pontos que desagradam estão o preço salgado. Oras, se o jogo em mídia física custa por volta US$ 49,99 ou US$ 59,99, por qual motivo custaria o mesmo em mídia digital? Você tem bem menos "atravessadores", menos custos a incluir. É, de certa forma, injusto.

Se os jogos distribuídos de forma digital tivessem um preço mais baixo, não poderia atingir um público maior? Não havendo problema de espaço não seria melhor então eu pagar pelo formato físico e ter a embalagem, manual e, às vezes, itens extras para poder exibir?

Distribuir GTA V exclusivamente em formato digital não vai garantir que os piratas joguem no dia do lançamento, mas impedirá que os compradores troquem o jogo por outro, vendam, deem de graça ou façam o que der na mente. O jogo estará sempre na conta online do comprador.

Com isso a Rockstar pretende acabar com o mal que ela considera pior, que é a venda de jogos usados.

Existe uma solução no site www.greenmangaming.com onde você pode vender de volta PARA A LOJA o jogo comprado e eles pagarão barato por ele, mas pelo menos você faz dinheiro e pode reverter para comprar outro jogo na loja.

Agora vem, as softhouses perdem com isso? Não. Pois eles terão certeza que você comprará um jogo novo e ainda por cima se abdicou do direito ao jogo que havia comprado antes. Nenhum outro comprador levou vantagem e comprará aquele jogo que você tinha por um preço mais baixo. Ou seja, ninguém perde (eles muito menos).

Então será essa a melhor solução? Não sei dizer ao certo, mas sei que terei que me acostumar a isso e você também. Existem já vários serviços de distribuição no Brasil que aceitam o seu pagamento em reais, como o http://nuuvem.com.br ou o PontoFrio ditigal (www.pontofrio.com.br), então não há desculpas para ficar de fora.

A loja Nuuvem, por exemplo, está com um incrível jogo, o Virtua Tennis 4 da SEGA por apenas R$ 6,00 hoje.

Bem-vindo à próxima etapa do mercado, estamos esperando só que não venham querer aumentar mais ainda os preços de lançamentos de jogos.